segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Como as coisas mudam

Bom, hoje em dia muitas coisas estão fáceis, né? A tecnologia muito avançada, várias redes sociais que facilitam a comunicação, vários sites que podem influenciar jovens em seus estudos, enfim, muita coisa mudou.
            Há alguns anos me lembro que para ter brinquedos nós mesmos tínhamos que fabricá-los. Naquela época era muito difícil ter o que a gente queria, era preciso força de vontade para conseguir algo bom para gente.
            Eu e as crianças do bairro sempre íamos para roça com nossos pais, ali a gente fazia brincadeiras que inventávamos para o tempo passar rápido e a gente ia à praça do Centro à noite colocar a conversa em dia.
            O seu Zé da Penha gostava de contar causos, sabia sobre tudo que acontecia no bairro, adorava falar da vida alheia, sobre as novelas que passavam naquela época. Seu Zé da Penha vivia sozinho, tinha esse apelido por ser apaixonado por uma mulher chamada Penha.
            Tinha também a Dona Antônia, o Seu João, a Dona Máxima, a Dona Geralda, o Seu Dico, tinha meus amigos Wallace, Milena, Roberta, Felipe, entre outros que ali ficavam contando casos, jogando baralho, jogando truco, e eu sempre observando como era bom ter amigos para nos descontrair.
            Meu pai, senhor Carlos, e minha mãe, Dona Ana, sempre reuniam toda a família nos finais de semana para fazermos um grande almoço de confraternização. Eu e alguns primos adorávamos ir a um córrego que tinha a alguns minutos da minha casa. Lá era pura diversão, a gente usava nossa imaginação e criava histórias de nossas mentes, fazíamos cabanas, subíamos em árvores, podíamos sair na rua à noite sem nos preocupar, sem ter hora para chegar em casa.
            No dia seguinte, todos nós íamos juntos para escola, ficávamos conversando sobre quem iríamos namorar, quem eram os garotos e garotas mais bonitos da escola, sobre como estávamos indo nas provas, sobre o que íamos fazer no recreio, dentre outros assuntos.
            Ah! Como era boa aquela época! Lembro como se fosse hoje de tudo que já vivi, desde as brincadeiras de quando criança até o primeiro trabalho depois de adulto. Hoje, lembrar do passado é uma enorme alegria, pois naquele tempo tudo era diferente, tudo era melhor. Antigamente, as crianças sabiam aproveitar seu tempo com coisas que realmente eram de criança. Agora, elas ficam presas em casa horas e horas  mexendo na internet, vendo coisas desagradáveis que não valem a pena ver. Bobos são esses que gastam seu tempo na internet ao invés de ler um bom livro, compartilhar momentos com os amigos, tirar um tempo para os estudos, a família, usufruir das coisas boas que a vida nos oferece.

            Época boa era a minha que não precisávamos viver somente de tecnologia para sermos felizes, a gente precisava apenas de bons amigos, bons lugares e boa imaginação para descobrir a verdadeira felicidade.

(Laiene, turma 803)

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